SOLO E NUTRIÇÃO


Atualmente as pessoas estão mais atentas com a questão da saúde. Procuram ingerir menos refinados, menos processados e menos corrigidos ou alterados quimicamente.


Usa-se menos produtos com glúten, embora, eu pense, baseada em pesquisas, que o problema não é glúten em si, mas a manipulação que os cereais sofreram ao longo de poucas décadas.


E agora chegamos a um ponto que considero de fundamental importância no momento.


Dentro desta busca pelo saudável e pouco processado, estimula-se o consumo de verduras, legumes e frutas. Assim muitos tem incluindo mais destes elementos em sua dieta e na de suas crianças. Mas será isto o suficiente?


Bem, o primeiro fator que responde a esta pergunta, negativamente, é com relação às quantidades de venenos e químicos. Desta forma torna-se essencial consumir, antes de tudo os Orgânicos, ou seja, cultivados e preservados sem nenhuma adição de pesticidas, fertilizantes ou similares.

Em uma pesquisa rápida observei que ainda há muita gente desnutrida no planeta, caminhando com muita gente obesa e não menos desnutrida. Por que isto tudo?


Da mesma forma pesquisei sobre o valor nutricional do que consumimos, principalmente os ditos saudáveis, tais como verduras, raízes, legumes e frutas. Desde 2011 pesquisas indicam que por exemplo, uma cenoura consumida na década de 70 apresentava muito mais nutrientes (vitaminas e minerais) do que uma cenoura consumida hoje! E isto vale para todas as hortaliças cultivadas hj em dia.


Nas últimas décadas se investiu muito tempo e dinheiro em produtividade, quanto mais melhor, na aparência, sabor e doçura. E na resistência a doenças nas plantas e “pestes”.


Entretanto os nutrientes foram ficando cada vez mais distantes e chegamos a um alimento que na verdade não nutre mais. O resultado é o aumento de várias doenças e baixa resistência no sistema imunológico das pessoas.

Outro importante fator que quero abordar aqui é o solo! Um solo pobre em nutrientes, produz plantas pobres em nutrientes e consequentemente pessoas mal alimentadas.


Os químicos agressivos utilizados acabam com toda a possibilidade de vida microbiana no solo e claro, sem eles a planta não tem de onde ou como retirar do solo o que precisa. Praticas errôneas de agricultura também colaboram para isto.


Ok! E você pergunta “Como posso sair desta situação, se é que posso?”


Bom, inicialmente eu te diria, consuma orgânicos, ou o máximo de itens que conseguir. Já é um bom começo, pelo menos para não envenenar seu organismo inteiro.


E consuma local, ou procure saber de onde vem o que você está consumindo. Nunca foi tão fácil ter estas informações. Rastreie pela internet, saiba mais sobre o fornecedor. Pergunte.


Informe-se sobre os produtos mais contaminados para não os incluir em sua dieta. Afinal, quanto vale sua saúde? Não seria preferível investir um pouco mais na forma como se alimenta do que em pílulas douradas que prometem saúde e imunidade eternas?


Quanto mais conscientes estivermos, seremos mais exigentes, e agricultores e distribuidores terão que se adaptar à nova demanda.


Alguns dados sobre obtidos de 1975 a 1997 (são antigos sim, infelizmente, provavelmente estejam piores). Sobre 17 tipos de vegetais frescos Níveis de Calcio caiu 27% Níveis de Ferro caiu 37% Vitamina A caiu 21% Vitamina C caiu 30% Fonte: The Organic Consumers Association.


Pesquisa comparativa de 1930 a 1980 sobre 20 vegetais Potássio caiu 14% 8 laranjas para a mesma quantidade de vitamina C que nossos avos ingeriam de apenas 1 laranja. Fonte: British Food Journal



Foto por Philippe Hugen

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